Serve a presente para informar os potenciais interessados que hoje, às 15:00, a RTP Memória irá transmitir o clássico do film-noir Double Indemnity (Fred MacMurray, Barbara Stanwyck, Edward G. Robinson, James M. Cain, Billy Wilder, Raymond Chandler… ter todos estes nomes envolvidos num filme é uma tempestade perfeita de talento e coolness).
Aproveitemos, enquanto podemos, o serviço público prestado por este canal – pois está, talvez não por acaso, com uma espada em permanência sobre a cabeça.

Cinema ‘noir’ e Edward G. Robinson. What else? 🙂
Desde miúdo que sou apreciador do género e ainda não me fartei.
Gosto particularmente daquelas narrações com tiradas de ‘cordel’, do género:
– If it ain’t the dames, that bottle’ll be the end of you.
– From the moment I saw her outside my office window, I knew she was trouble. Mainly because my office is on the fifth floor.
Quanto À RTP-Memória, único canal nacional que frequento, já ouvi duas versões. Que está por um fio e também que a RTP desmente.
Bom fim-de-semana!
“Quando saí da casa dela, sabia muitas coisas novas – mas nenhuma relacionada com o caso.”
Edward G. Robinson, James Cagney, Humphrey Bogart, Robert Mitchum, Richard Widmark… e as mulheres, não esqueçamos as mulheres com ar tão saudável. O film noir sempre me fascinou, não só pela dieta frequente dada pela televisão estatal dos anos 80 mas também pelo estilo de tudo: dos actores, das roupas, dos cenários, da fotografia e dos carros.
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A RTP, via o paraburguês secretário de estado Nuno Artur Silva, garantir que “não está determinada qualquer decisão sobre o fecho da RTP Memória”, faz-me lembrar os presidentes de clubes de futebol garantirem confiança no treinador quando já estudam a melhor forma de o despedirem sem pagar muito. A RTP Memória tem um custo de exploração muito reduzido pois a maioria da sua programação já faz parte dos seus arquivos – e a restante, como séries clássicas e/ou chique-manhosas (Macgyver, Highlander, etc), está em saldos. E isto não é bom: o que é bom é “inventar” canais novos que exijam conteúdos novos para, dessa forma, distribuir algumas pazadas de dinheiro pela habitual clientela das empresas de produção.
Ah, e no meio de toda a conversa ia-me esquecendo: bom fim-de-semana. 🙂
Fã incondicional de todos os que referiu, sem qualquer dúvida. E delas claro. Nunca poderemos esquecer todas aquelas ‘femme fatale’ do cinema noir. A lista não é pequena.
Ontem não tive hipótese mas hoje ainda vou tentar arranjar um bocadinho para ver o filme outra vez.
Quanto à RTP Memória, mais uma vez subscrevo o que escreveu. Há que dar teta aos gulosos, até porque como bem sabemos e se vai constatando, não é o sentido de serviço público que os atrai na política.
Hélas!
Quando liguei a TV para o canal RTP Memória já o filme ia na parte do comboio. Mas deu para perceber bem toda a trama.
Gosto deste género de filmes. Edward G. Robinson sempre um actor maior do que ele.
Boa noite. 🙂
Infelizmente, não apanhou a primeira metade do filme que tem, na minha opinião, a melhor escrita: há diálogos e prosa que são ouro.
Edward G. Robinson foi um grande actor e uma pessoa ainda mais interessante: habitual vilão na ficção mas, na vida real, um homem refinado que detestava armas e coleccionava arte. Aliás, é muito frequente actores especialistas em vilões serem, na vida real, pessoas bem mais interessantes do que os actores habitualmente heróis.
Bom fim-de-semana.
Classy… *_*
Obrigado pela sugestão! 🙂