Caro Gmail

Caro Gmail

Se eu te incumbi, no dia 13, de entregares um texto ao Sapo para ser publicado nesse dia – não foi, seguramente, para o esqueceres na bagageira do carro durante duas semanas e o entregares hoje – e a dobrar! Percebes? Não creio que fosse um trabalho assim tão complicado. Bastava teres ido ao edifício onde está a server farm do Sapo, apresentares na recepção o envelope que te dei com o meu texto e dizeres para o entregarem no departamento post.blogs.sapo.pt. O Hotmail (sim, o Hotmail, aquele puto gorducho com o qual tu e os teus amigos gozam com arzinho superior e ao qual chamam meio lerdo) já me fez várias entregas semelhantes sem qualquer dificuldade. Tu devias ter feito o mesmo.

Cumprimentos frios e puramente institucionais
João Sousa

(PS: este texto foi igualmente enviado pelo Hotmail e, dado que o estás a ler, vês como o puto “meio lerdo” se desenrascou de novo)

A teoria sobre o casamento

Gareth: I’ve got a new theory about marriage. Two people are in love, they live together, and then suddenly one day, they run out of conversation.

Charles: Uh-huh.

Gareth: Totally. I mean they can’t think of a single thing to say to each other. That’s it: panic! Then suddenly it occurs to the chap that there is a way out of the deadlock.

Matthew: Which is?

Gareth: He’ll ask her to marry him.

Charles: Brilliant! Brilliant!

Gareth: Suddenly they’ve got something to talk about for the rest of their lives.

Charles: Basically you’re saying marriage is just a way of getting out of an embarrassing pause in conversation.

Gareth: The definitive icebreaker.

(in Quatro Casamentos e Um Funeral)

Lisboa, 14:43

Chego meia-hora adiantado ao cemitério onde vou assistir a um funeral. Para fazer algum tempo, aguardo um pouco no jardim que fica do outro lado da rua. Uns metros à minha frente, um casal sentado na relva beija-se abraçado. A morte de um lado, a vida do outro e uma estrada pelo meio. É capaz de haver uma metáfora escondida nisto.