Lisboa, 14:43

Chego meia-hora adiantado ao cemitério onde vou assistir a um funeral. Para fazer algum tempo, aguardo um pouco no jardim que fica do outro lado da rua. Uns metros à minha frente, um casal sentado na relva beija-se abraçado. A morte de um lado, a vida do outro e uma estrada pelo meio. É capaz de haver uma metáfora escondida nisto.

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