Há semanas, durante uma daquelas conversas que nunca sabemos onde começam nem onde irão acabar, fiz alguns aforismos sobre a… como dizer… extrema rarefacção da minha vida sentimental. O meu interlocutor comentou então, à laia de consolo, algo como “foi pena, talvez tenha conhecido a mulher certa na altura errada”. Que sim, talvez isso tenha acontecido, respondi-lhe, e se assim foi, significa que sou muito coerente: também conheci todas as mulheres erradas na altura errada.
Mas admito que não fui sincero naquele dia – pois cada vez mais percebo que, qualquer que tivesse sido a altura, teria sido a certa.