Há semanas, durante uma daquelas conversas que nunca sabemos onde começam nem onde irão acabar, fiz alguns aforismos sobre a… como dizer… extrema rarefacção da minha vida sentimental. O meu interlocutor comentou então, à laia de consolo, algo como “foi pena, talvez tenha conhecido a mulher certa na altura errada”. Que sim, talvez isso tenha acontecido, respondi-lhe, e se assim foi, significa que sou muito coerente: também conheci todas as mulheres erradas na altura errada.
Mas admito que não fui sincero naquele dia – pois cada vez mais percebo que, qualquer que tivesse sido a altura, teria sido a certa.
Oh…até fiquei com uma lágrima no canto do olho.
Se qualquer altura seria a certa. A mulher era a certa…o que estaria errado?
Não! Não quero que responda, por favor.
Eu conheço a resposta.
🙂 Está bem, eu prometo que não digo.
🙂
as pessoas e as situações são sempre as certas. são lições.
Ah!, a candura da juventude. Eu também já fui assim, há muito, muito tempo, há tanto tempo que nem o recordo. Mas entretanto aprendi coisas e vou ter que discordar disso: que as pessoas são sempre as certas. Não é verdade: há pessoas muito, muito erradas, profundamente erradas.
Ena, ler candura da juventude quando vou já (quase) nos 42.
Mas, digo lhe, há pessoas que podem estar erradas com elas mesmas mas quando as encontramos e as deixamos entrar na nossa vida é porque tinhamos o que aprender 😉
Abraço
Sim, isso é verdade, aprende-se também com as pessoas erradas. Por vezes, até se aprende demasiado.