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Ainda que mal pergunte, perguntarei na mesma:A que propósito se lembrou de abordar a «capicua de letras»?… Sem trazer um AMOR de uma ROMÃ vinda de ROMA, arrisca-se a apanhar um SOPAPO.
Bom dia!
(Tem andado fugido?)
…Quis dizer SOPAPOS, óbvio, mas, se calhar, condoí-me…

Boa noite.
Porque me ocorreu fazer um post a propósito de um palíndromo de algarismos? Acho que a resposta mais simples e honesta é: porque me apeteceu fazê-lo. Uma parte do meu cérebro viu a particularidade do número e ficou com vontade de fazer alguma coisa a propósito. É a liberdade permitida pela inexistência de uma linha editorial definida: não tem que existir uma lógica narrativa no blogue.
Em relação à violência física (mais do que) sugerida, permito-me invocar em minha defesa que o palíndromo não é o anagrama – e o anagrama não é o palíndromo. Confidencio que, há tempos, ocorreu-me um brilhante aforismo inspirado por um anagrama. Porém, confiante na minha boa memória, nunca o depositei em papel – e, claro, agora não me consigo recordar qual era o anagrama em causa. Pode ser que um dia.
Violência? Nada disso. Se eu ainda me lembrar e estiver a ver bem o que é um «palíndromo” é uma palavra que se lê da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. AMOR_ROMA…SOPAPOS-; também…Estou certa? Claro que aproveitei o ensejo para gracejar com o meu lapso, pois se a palavra for escrita do singular já não dá.
Boa noite.
Ah, erro meu, o ésse esquecido fez-me perceber o comentário de forma completamente diferente. É curioso: reparei agora que também “socos” é um palíndromo.
Contudo, amor e roma não são palíndromos – são anagramas, palavras diferentes com as mesmas letras reorganizadas. Um palíndromo é uma palavra ou número igual qualquer que seja a direcção de leitura. Ana ou 1234321 são palíndromos; amor, ramo e roma são anagramas.
Talvez, quem sabe, haja um termo específico para o caso particular de anagramas que são espelhados: por exemplo, amora lida ao contrário é aroma.
E assim, desfazendo equívocos, se vai aprendendo. Tem toda a razão, ambos nos enganámos.
Obrigada!