Cacos

“Felicidade é a loja de porcelana; amor é o touro.”

H. L. Mencken

4 comentários em “Cacos”

  1. Seja o amor, touro ou vendaval,
    Quando ele chega toma conta de tudo
    Destrói, compõe, desfaz, refaz,
    Com suavidade e doçura
    Como se fora luva de macio veludo…

    1. 🙂

      Acho interessante como, das mesmas palavras, umas pessoas podem ler o niilismo e outras conseguem retirar o optimismo. As palavras podem ser usadas como testes de Rorschach.

      1. Ai, sim? E qual seria a definição analítica que Rorschach faria das minhas palavras acima? Nunca tinha pensado nisso, mas, a verdade, é que dou sempre uma reviravolta às palavras quando as devolvo em comentário a qualquer texto ou frase que leia. Ainda há pouco comentei num blogue e estou em pulgas para ver o que me vai dizer o autor.

        Se bem que, por via do social e politicamente correcto, ele tenha por hábito agradar a gregos e a troianos. 🙁

        1. Ná, eu não me meto a dar palpites: não sou analista, sou apenas um dos técnicos que mostram os borrões e preenchem os formulários. 🙂 Um proleta, em suma.

          *

          As várias abordagens à interacção na blogosfera, seja como visitante ou como anfitrião, são tema com matéria suficiente para todo um blogue (e ainda não coloquei fora de hipótese debruçar-me um pouco sobre ele).

          É certo que a distância permitida pelo ecrã liberta a escrita de coisas que nunca se diriam em pessoa. É também verdade, como se vê em caixas de comentários de jornais e blogues mais populares, que o anonimato empola o troglodita que reside em muitos. Mas eu penso que a maioria das pessoas não deixa de ser quem é apenas porque está a escrever num ecrã. Tal como há os que, mal entram na carruagem do intercidades para Loulé, se sentam logo a meter conversa com o vizinho, também há aqueles que só querem estar sossegados, lá no seu canto, a pensar no que quer que queiram ir a pensar. Eu, por exemplo, nunca comento num blogue sem ler, primeiro, uma boa quantidade de textos para ter uma ideia da personalidade do seu autor: é bonacheirão ou activista? Grave ou com sentido de humor? Ególatra ou relativista? Melancólico ou esfuziante?

          (Declaração de interesses: no que diz respeito a “correcções políticas”, sou e serei um objector de consciência.)

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