Jean-Paul Belmondo (1933-2021)

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Abafada pelo burburinho noticioso, passou-me despercebida a morte, na segunda-feira, de Jean-Paul Belmondo, um ícone cool francês. Foi pugilista amador; quis ser palhaço; viveu com Ursula Andress (que nunca o esqueceu); foi um dos rostos da Nouvelle Vague; representou para vários dos grandes realizadores do cinema europeu; e mostrou-se tão confortável nos palcos de teatro como aos saltos e piruetas num carro.

Viveu uma vida bem vivida.

5 comentários em “Jean-Paul Belmondo (1933-2021)”

  1. Um dos últimos da velha guarda.
    Devia ter aí uns 15 anos quando vi “Le Professionel”, mas vi tantos filmes com ele que lhes perdi a conta. Aquelas perseguições com os ‘cascadeurs’ sempre a destruir lata eram um ‘must’.

    1. Há dias, a propósito do trailer do seu último filme, lembrei-me de que o Clint Eastwood já tem mais de noventa anos. E o Jean-Michel Jarre (só para dizer um outro nome das várias “velhas guardas”) já tem 73! Estes números assustam – pois o que é que também dirão sobre mim?

      A “escola francesa” de duplos não tem nada a temer na comparação com a de Hollywood. No que diz respeito às cenas com automóveis, eu penso que talvez seja superior. Há uma “estética” europeia distinguível da americana: a perseguição do primeiro Bourne, ou as várias de Ronin, são indiscutivelmente francesas (os franceses adoram escadas e peões a fugirem de aflição). E mesmo em filmes quase esquecidos, como o Le Casse, temos preciosidades como esta (deve ter sido das poucas em que Belmondo não participou – incompatibilidades de agenda).

      1. Como se costuma dizer, “ninguém vai para novo”, o que é uma grande chatice, diga-se de passagem.
        Quanto à “escola francesa” de duplos é como diz sem tirar nem pôr. Bourne e Ronin são, curiosamente, também para mim os dois melhores exemplos disso mesmo.
        Grande perseguição, essa do “Le Casse”. Penso que nunca vi esse filme.

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