Ser ou estar

 

“Não sei. É como descrever a cor a um cego. Ele não pode perceber.”

 

(in “Irrealidades Virtuais” de Alfred Bester)

 

Imaginei o oposto: “Não sei. É como descrever ser cego a quem vê. Ele não pode perceber”. Quem vê pode saber o que é estar cego – basta fechar os olhos. Mas quem vê, se o fizer, sabe também que lhe bastará abrir os olhos para regressar ao mundo tal como o conhece. E isso não o fará perceber o que é ser cego.

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