Quinze minutos

Sentada à minha frente, só lhe conseguia ver o cocuruto da cabeça mas, da janela entreaberta, vinha uma leve aragem que fazia o perfume dela rodopiar à minha volta. Agora, sozinho à frente do computador, fecho por vezes os olhos para melhor sentir os vestígios do seu perfume que perduram na minha camisa, no meu cabelo, nas minhas mãos. E, de olhos ainda fechados, não vejo no reflexo do monitor o sorriso que insiste em regressar aos meus lábios.

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