Tugaspotting [2]

Depois do almoço, Gregório afastou-se sozinho no tractor, passou pela aldeia, para comprar um maço de cigarros. Parou em frente do Bons Laboureurs, para não aborrecer a Ti’ Couzenot que o estimava.

– Estou com sede.

– Se cá entraste, tenho a impressão de que não foi para varrer o chão – respondeu a Ti’ Couzenot.

Trouxe um jarro de vinho e dois copos, porque ela não era das que desprezam a sua mercadoria.

– O que é que há de novo lá pelas Pédouilles?

– Não há assim lá grande coisa, a não ser que o visconde vai casar-se com Marie-Fraise.

– Ah, sim? – exclamou a Ti’ Couzenot, que pouco depois precisou com muita vivacidade o seu pensamento: – Vai por aí haver em todo o concelho muita braguilha a rir-se!

– A sério? – perguntou Quatresous, revirando dois olhos que caíam das nuvens.

– Vê-se bem que acabas de sair de um mosteiro, e não de qualquer outra parte! – gracejou a boa mulher, contando pelos dedos: – O António Paquet, um, o Brás Chavon, dois, o Luisinho e o Joãozinho Poulouque, três e quatro, o Humberto Bretelle, cinco, o português da quinta de Chaume, seis, toda esta cambada se lhe deitou em cima, dessa lambisgóia da Marie-Fraise!

[René Fallet, O Contrabandista de Deus, 1973]

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