Dizia há dias o meu signo:
“Este trânsito traz por vezes alguma tendência para a hipocondria. Tome atenção à sua saúde (…) mas procure não cair no exagero.”
Caro astrólogo: em convalescença (ia escrever “recuperação” mas tal palavra parece-me, por ora, um muito excessivo exercício de optimismo) de uma luxação no ombro e ainda a tossir esporadicamente os últimos restos de uma potente gripe contraída na mesma ida às urgências – acho que ganhei o direito a uma pequenina hipocondria.
Desejo que essa convalescença, não se prolongue por muito tempo até à sua total recuperação…
Cumprimentos, com votos uma boa semana.
Obrigado. A ver vamos o que vai sair daqui.
Demorei cinco minutos a perceber que a palavra trânsito se referia aos movimentos dos corpos celestes e não a um potencial engarrafamento da IC19
🙂 Os engarrafamentos da IC19, dizem-me, não nos fazem imaginar doenças – põem-nos realmente doentes.
Hospitais. Locais a visitar apenas em caso de derradeiro desespero. Entramos para desencravar uma unha e saímos com uma infecção respiratória grave. Isto se entretanto não sucumbirmos a uma qualquer bactéria que circule pelos sistemas de ar condicionado.
As melhoras.
Grande parte do problema é a sala de espera onde se despeja toda a gente independentemente dos sintomas: está o badameco de ombro à banda, a senhora de idade que se arrasta com uma botija de oxigénio, o infeliz que foi atropelado, três ou quatro que tossem como se não houvesse amanhã, a grávida que se sente mal…
É sem dúvida alguma, nas salas de espera que se corre o maior risco.