O que se passou em França no último Domingo foi, na minha opinião, imperdoável e devia-nos envergonhar enquanto portugueses. Ir lá sacar-lhes a taça para a qual eles já tinham tirado bugigangas de uma prateleira e limpado o pó, é o menos: quem vai a jogo arrisca-se a que a coisa corra mal e correu-lhes. Mas, depois de lhes tirarmos a taça de debaixo dos seus narizes, ainda os obrigarmos a ouvir Xutos & Pontapés – é indigno. Guerras já começaram por muito menos.
Autor: João Sousa
Desleixo
Quando amanhã aparecer no trabalho com a barba feita, depois de não me ter barbeado durante toda a semana, alguém talvez me pergunte se foi promessa que fiz por causa do futebol. Mas a verdade é que não foi promessa nenhuma – foi puro desleixo.
Eu, bronco e preconceituoso me confesso…
… orgulhosamente.

Guerra dos sexos
O que num homem é mau feitio, numa mulher é carácter.
As hordas
Estamos em época de saldos? Tive a falta de sensatez de entrar hoje numa conhecida loja de roupa. Perante o tumulto que ia no piso de roupa feminina, só consegui pensar uma de duas coisas: ou começaram os saldos – ou assisti à invasão das hordas bárbaras.
Um bocado atrasado, não?
Ainda a Feira do Livro deste ano estava acabadinha de estrear, inscrevi-me na newsletter. Recebi a primeira mensagem – hoje! O conteúdo da mensagem: a lista dos livros do dia – obviamente vazia. Os programadores não se lembraram de testar o script antes de a página da Feira estar disponível?
O manjerico
Segundo parece, é tradição já antiga os namorados oferecerem um manjerico ao objecto dos seus afectos. Vendo bem, faz todo o sentido. Que melhor símbolo de um amor se pode oferecer do que uma planta que, por mais cuidados lhe sejam prestados, está condenada a definhar e morrer?
O pau da vacuidade
O inventor do selfie-stick devia ser julgado por crimes contra a Humanidade.
Eraser
Eraser é um título esquecível da filmografia schwarzeneggeriana. Tecnicamente competente mas sem grande rasgo e com apenas um par de one-liners razoáveis, penso que o filme evidencia o esgotamento de uma fórmula que tão bem funcionara durante anos. Felizmente, algures no meio da restante mediania, esconde-se um pequeno momento de inspiração dos argumentistas:
Escolha um número entre 1 e 50
Alguém que me explique que lógica existe na numeração dos pavilhões da Feira do Livro de Lisboa…