Não saber ganhar

O que se passou em França no último Domingo foi, na minha opinião, imperdoável e devia-nos envergonhar enquanto portugueses. Ir lá sacar-lhes a taça para a qual eles já tinham tirado bugigangas de uma prateleira e limpado o pó, é o menos: quem vai a jogo arrisca-se a que a coisa corra mal e correu-lhes. Mas, depois de lhes tirarmos a taça de debaixo dos seus narizes, ainda os obrigarmos a ouvir Xutos & Pontapés – é indigno. Guerras já começaram por muito menos.

Desleixo

Quando amanhã aparecer no trabalho com a barba feita, depois de não me ter barbeado durante toda a semana, alguém talvez me pergunte se foi promessa que fiz por causa do futebol. Mas a verdade é que não foi promessa nenhuma – foi puro desleixo.

O manjerico

Segundo parece, é tradição já antiga os namorados oferecerem um manjerico ao objecto dos seus afectos. Vendo bem, faz todo o sentido. Que melhor símbolo de um amor se pode oferecer do que uma planta que, por mais cuidados lhe sejam prestados, está condenada a definhar e morrer?

Eraser

Eraser é um título esquecível da filmografia schwarzeneggeriana. Tecnicamente competente mas sem grande rasgo e com apenas um par de one-liners razoáveis, penso que o filme evidencia o esgotamento de uma fórmula que tão bem funcionara durante anos. Felizmente, algures no meio da restante mediania, esconde-se um pequeno momento de inspiração dos argumentistas: