Prólogo

– Sente-se! – disse ele metendo o hóspede no coração com o tom açucarado. – Que vespa o mordeu? Os ares da casa não são bons, sei muito bem; mas o que quer? A gente toma amor ao ninho, e depois não há quem o despegue dele. Não tenho mulher, nem filhos; nasceu-me aqui o dente do siso, e… É melhor não tocar em cousas más. Mas sempre lhe digo que há noites! Ainda antes de ontem foi um reboliço lá por cima de cadeias arrastadas, de soluços e gemidos, que vinham os sobrados abaixo…

(in A Casa Dos Fantasmas)

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