A imensa espera

Após quase um ano, e mesmo ciente da inutilidade de tal gesto, continuava a olhar para a sua ausência como um náufrago que, todas as manhãs, se senta num rochedo a perscrutar o horizonte. Até que um dia, quando já estava prestes a desistir, a imensa espera chegou ao fim – mas o barco seguiu indiferente como se a ilha estivesse deserta.

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