
Vi-a como Tracy di Vicenzo no injustamente vilipendiado On her Majesty’s Secret Service, Edwina Lionheart no divertidamente macabro Theatre of Blood e Rainha numa quase despercebida versão da Branca de Neve. Mas será sempre como a Emma Peel d’Os Vingadores que a recordarei: “a mulher perfeita” (palavras de um vilão que teve a imprudência de a enfrentar e com as quais não posso senão concordar).
Diana Rigg morreu hoje: uma senhora nos palcos, nos grandes e pequenos ecrãs – e na vida.
Como sempre a conheci como Emma Peel, a eficiente e destemida colaboradora de Mr. Steed, é em nome dessa personagem que me quero despedir de Diana Rigg.
Até Sempre Miss Peel.
Há tempos, escrevi aqui a propósito da morte do Patrick Macnee que o Mr. Steed “foi dos primeiros personagens masculinos a partilhar o ecrã com parceiras que, sendo inegavelmente femininas, não lhe eram inferiores em independência, coragem e inteligência”. A Diana Rigg e o Patrick Macnee rapidamente se tornaram amigos e isso reflectia-se na química impecável entre os personagens.