5 comentários em “More Fun than Fast”

    1. 🙂 Ainda é, de certeza que ainda é giro ter um Mini. Talvez até seja mais giro hoje, quando a indústria automóvel só nos dá o que parecem ser tupperwares com obesidade mórbida e cara de transformer.

      1. “Tupperwares com obesidade mórbida e cara de transformer.”

        Vou guardar.
        Sem dúvida alguma a melhor e mais sucinta descrição dos automóveis de hoje que ‘ouvi’ até agora.
        Farão certamente as delícias daqueles que gostam de ter muitos botões para carregar, muitas luzes para acender e um carro grande para ir à terra buscar batatas, mas de verdadeiros automóveis têm pouco.
        Nunca tive um Mini mas tenho saudades do FIAT 850 Sport Coupé amarelinho torrado que a minha tia me emprestava depois de eu tirar a carta e onde aprendi a conduzir mesmo antes de a ter. Aquecia muito em viagens longas e partia correias como ninguém, mas na cidade, ainda os outros estavam a acabar o ponto de embraiagem no semáforo e já eu estava no cruzamento seguinte.

        1. 🙂

          A imagem do transformer ocorreu-me há umas noites, quando olhei com olhos de ver para um Seat Ibiza recente aqui no bairro. Os carros, hoje em dia, têm um design cyberpunk que me faz lembrar os websites de designers há vinte anos. O engordar, podemos agradecer às regras de segurança impostas pelos estados e ao aburguesar dos condutores. Basta pensar que um VW Golf, hoje, é mais largo do que era o Mercedes W123 (aquele modelo de entre ’75 e ’85 que foi o sustento de muitos taxistas em Portugal e, seguramente, será a viatura que as baratas conduzirão depois do apocalipse nuclear) e o Corsa é quase da mesma largura.

          Há uns quinze anos, aconteceu desligar-me muito da evolução na indústria automóvel (fui mantendo o interesse no que existia até à altura e nos clássicos). Francamente, chegou a um ponto em que vejo automóveis novos e nem sei de que marca são, muito menos o modelo. Mas agora, com o tempo adicional proporcionado pelo covid, fui dando umas olhadelas a portais (embora continue sem comprar revistas, o que mostra como o meu interesse continua ténue). O que vejo deixa-me estarrecido. Carros onde o painel de instrumentos é um ecrã; ar condicionado e rádios controlados num ecrã táctil (e nem me vou dignar a falar dos Tesla); volantes com tantos botões e controlos que parecem os da fórmula 1, e para os quais é preciso ter uma cábula de papel… A minha abordagem de informático é esta: cada ecrã, sensor e controlador com processador e software é uma possível fonte de problemas e, avariando daqui a quinze ou vinte anos, difícil de substituir.

          E que mundo é este onde, visualmente, o BMW M3 faz o Volvo 240 parecer ágil e gracioso?

          Muito mais podia eu escrever: as minhas opiniões sobre o assunto davam para alimentar todo um outro blogue.

          **

          Esse Fiat é um exemplo de como não é preciso haver muita potência para se ter diversão: faz-se algo pequeno, leve e simples, e qualquer motorzito fá-lo mexer-se bem. Não me ocorre um equivalente actual (os GTI não o são). Se a Mercedes tivesse resolvido os seus problemas de concepção em vez de o extinguir ao fim de três anos, o Smart Roadster cumpriria esse papel na perfeição.

          1. Estou a ver que estamos precisamente no mesmo registo. Também era um doido por carros, comprava tudo o que era revista e a 100 metros de distância já conseguia dizer marca, modelo e ano. Agora olho para os carros e não consigo sentir nada a não ser tédio. Há uns anos, estive quase a comprar um Smart Roadster mas a menina do stand avisou-me logo na altura que a Mercedes ia acabar com aquilo e trouxe um Fortwo para as voltaretas mas também já marchou.
            Quando ainda tinha sangue na guelra, o meu sonho era o Lancia Delta Integrale 🙂

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