“Embarque na mudança”, dizem eles

Sala de embarque da Transtejo no Seixal: o barco das 10:05 chegou à hora a que devia sair – e temos de esperar mais quinze a vinte minutos para que Sua Excelência carregue as baterias. Mas talvez me deva dar por satisfeito: se fosse em hora de ponta, o mais certo era a carreira ter sido suprimida – pois nem os barcos eléctricos parecem ter capacidade para cumprir os horários estipulados, nem parece haver suficientes barcos antigos a funcionar para compensar as falhas dos eléctricos.

Este negócio dos barcos eléctricos, em particular, e o estado da Transtejo no geral, deviam ser alvo de investigação (pelo menos) jornalística. 

11 comentários em ““Embarque na mudança”, dizem eles”

  1. O governo sugeriu que os barcos fossem a GNL, por aconselhamento cientifico, mas o conselho de administração da empresa, delegou…para elétricos, mais os contratos que foram revistos… no Tribunal de Contas…do Estado.

    1. Penso que o negócio dos barcos eléctricos foi financiado, pelo menos em parte, pelo Programa POSEUR. É um acrónimo muito bem escolhido, pois o termo “poseur” descreve perfeitamente o aparato com que a Transtejo tem propagandeado esta transição.

  2. Transportes eléctricos não será o indicado por esse motivo ,há poucos e o carregar batarias demora, e será que para o ambiente é tão ecológico como é apregoado

    1. Tudo somado, não sei se a mudança generalizada para o eléctrico é mais ou menos ecológica: vi estudos que apontam nas duas direcções, mas foram sempre estudos que, interessante coincidência, tendiam sempre a comprovar a posição de quem os financiou ou produziu. O que me está a parecer evidente é a dificuldade de conseguir fazer, em pouco mais de uma década, uma transição energética que implica a construção de uma infraestrutura própria.

      No caso particular dos barcos, até admito que seria exequível, por não estarem constantemente em navegação e poderem aproveitar os tempos de paragem para recuperar alguma carga. Só que, para tal, também seria necessário que houvesse planeamento. Por exemplo: ainda as torres de carregamento estavam em construção, já eu ouvia técnicos da Transtejo comentarem que aquelas torres não teriam capacidade para carregar as baterias que estavam a ser compradas para os barcos.

  3. É perfeitamente normal o processo, a ideia é manter o lobby do carro. Afinal de contas temos o ministro a prometer mais autoestradas num “grande pacote rodoviário”.

    Pessoal gosta de pensar que Portugal é tipo China que a sua rede de comboios de alta velocidade equivale quase ao comprimento de todas as redes de alta velocidade do mundo somadas.

  4. João Paulo Batalha, outro falhado. Nem fez Direito, nem há-de fazer história. Sabe tanto de leis como eu de lagares de azeite. Também devia ser alvo de investigação sobre como vive e vive de quê.

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