“Palavra que me aconteceu: olhando um desses autedores que enxameiam algumas das nossas vias de comunicação (estou ou não em condições de elaborar um relatório policial?), dei por mim a pensar o que ofereciam politicamente à sua autarquia um par de jarras que sorria para a câmara enquanto em legenda se podia ler que estavam “juntos por si”.
Uma fracção de segundos depois é que reparei que não era de política que se tratava, mas sim de imobiliário. Os dois sorridentes da foto (até o imobiliário se encontra rendido às maravilhas do trabalho em equipa), aparentemente não me estavam a querer convencer a votar numa qualquer candidatura autárquica, mas sim só me queriam ajudar a comprar um apartamento. Enquanto duvidava da minha acuidade visual (ao longe), pensei que o busílis da confusão se encontrava menos na semelhança entre as duas actividades (autarca e agente imobiliário) do que no esgotamento de frases que queiram transmitir mais do que nada.”
Houve um momento, em que as vendas transformaram-nos num produto… 🙂
Vendem-se políticos – e agentes imobiliários – como sabonetes. E, provavelmente, têm tantas ideias na cabeça como estes.
Apesar de escorregar, o sabonete ainda nos dá alguma confiança… quando novo, ainda o conseguimos agarrar… 🙂
Ainda o conseguimos agarrar – mas, em alguns locais, é mais seguro que o sabonete fique onde caiu.
Por isso é que devemos ser honestos, para não acabar numa cadeia, em que desconfiamos da ‘seriedade do sabonete’ líquido…