Sinais da Primavera

O sol a entrar pela janela antes das sete da manhã.

O sol a entrar pela janela depois das sete da tarde.

Escolher um banco à sombra no jardim.

A algazarra dos pássaros na mata defronte da minha casa.

O voo das andorinhas por entre os prédios do bairro.

A comichão no nariz causada pelo pólen.

As pessoas coradas e suadas que, todos os anos, se recordam com os primeiros calores de que o Verão está aí à porta e tentam freneticamente, em corridas desajeitadas e arquejantes, derreter os quilos acumulados durante a inércia dos restantes meses.

“… we’re not computers, Sebastian.”

roy and pris

Roy: Why are you staring at us Sebastian?
J.F. Sebastian: Because. You’re so different. You’re so perfect.
Roy: Yes.
J.F.: What generation are you?
Roy: Nexus six.
J.F.: Ah!, I knew it. ‘Cause I do genetic design work for the Tyrell Corporation. There’s some of me in you. …Show me something.
Roy: Like what?
J.F.: Like anything!
Roy: We’re not computers, Sebastian! We’re physical!
Pris: I think, Sebastian, therefore I am.

(in Blade Runner)

Momento National Geographic

O problema de viver num prédio velho e acumular tantos livros, revistas e impressões é os peixinhos-de-prata, com esta abundância de papel, crescerem até dimensões do Carbonífero. Já pensei em adoptar uma osga para controlar tal praga. O problema seria a osga, com esta abundância de peixinhos-de-prata, crescer até dimensões de dragão-de-Komodo…