SIR SEAN CONNERY (1930-2020)

Não penso ser possível fazer justiça a Sean Connery num par de parágrafos – por isso nem o vou tentar.

Considero a mais eloquente prova do talento de Sean Connery o facto de, apesar de ter sido o primeiro (e para muitos, incluindo este escriba, o melhor) James Bond, ter conseguido que isso fosse apenas uma das alíneas de um invejável currículo. Filmou com grandes realizadores como Sidney Lumet, Brian de Palma, Hitchcock e Spielberg. Representou um personagem de Umberto Eco. Participou em clássicos como Um Crime no Expresso do Oriente; épicos como A Bridge Too Far; bizarrias como Zardoz; pequenas preciosidades como Robin and Marian; falhanços como The Avengers e atrocidades como The League of Extraordinary Gentlemen. No fim disto tudo, recordo muitos grandes filmes, vários maus filmes que ele não conseguiu salvar – mas nenhum que tenha sido mau por causa dele. E possuía a saudável auto-estima para, depois de ter sido este:

goldfinger.jpg
(imagem promocional de Goldfinger)

fazer um filme nesta toilette:

zardoz-2.jpg(Zardoz)

Diana Rigg (1938-2020)

diana rigg

 

Vi-a como Tracy di Vicenzo no injustamente vilipendiado On her Majesty’s Secret Service, Edwina Lionheart no divertidamente macabro Theatre of Blood e Rainha numa quase despercebida versão da Branca de Neve. Mas será sempre como a Emma Peel d’Os Vingadores que a recordarei: “a mulher perfeita” (palavras de um vilão que teve a imprudência de a enfrentar e com as quais não posso senão concordar).

 

Diana Rigg morreu hoje: uma senhora nos palcos, nos grandes e pequenos ecrãs – e na vida.