“Senti a falta do teu coração a bater nas minhas mãos.”
(SMS que um jovem, regressado de uma viagem, enviava no Metro à namorada)
um blogue pessoal de João Sousa
“Senti a falta do teu coração a bater nas minhas mãos.”
(SMS que um jovem, regressado de uma viagem, enviava no Metro à namorada)
Após quase um ano, e mesmo ciente da inutilidade de tal gesto, continuava a olhar para a sua ausência como um náufrago que, todas as manhãs, se senta num rochedo a perscrutar o horizonte. Até que um dia, quando já estava prestes a desistir, a imensa espera chegou ao fim – mas o barco seguiu indiferente como se a ilha estivesse deserta.
Recebi uma mensagem de email com o assunto “Trump got it right again“. Óbvio spam.
Será que as andorinhas dizem entre si “uma pessoa não faz o Outono”?
É triste: acho que tenho passado mais tempo a temer o Inverno que virá, do que a apreciar este bem razoável Verão com que fomos bafejados.
Insinuava-se à boca pequena por entre as comadres que se reuniam de manhã na mercearia da aldeia, e confirmava-se à boca grande e com sorriso matreiro por entre os homens que estrondeavam o copo nocturno no balcão da tasca, que a exma. sra. dona Maria Gustava dos Prazeres e Moraes.
A libertina chamava-se Virgínia.
O advogado chamava-se Veríssimo.
Esperançado que sim; aliviado porque não.
Há três meses, às 16:35, pensei que era a última pessoa com quem me queria ter cruzado naquele dia.
Ontem, às 16:35, pensei que era a última pessoa com que me queria cruzar. Claro que cinco minutos depois…