Bono escreve música sobre os atentados de Paris. Paris sobreviveu ao terrorismo – mas sobreviverá Paris a Bono?
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Funcionário do mês
Cada vez mais estou convencido de que o melhor funcionário do Metropolitano de Lisboa é aquela senhora que de manhã à noite, faça chuva ou faça sol, está ao microfone a dizer que “A linha (Vermelha/Azul/Verde/Amarela) está com perturbações de circulação.”
Funcionário do mês? Funcionário do ano! – e com direito a horas extraordinárias e prémio de assiduidade.
Tradições
Dia dos Namorados, Black Friday, Halloween… estamos, graças ao comércio, a incorporar tradições que não nos pertenciam e a perder aquelas que existiam. No São Pedro, a charanga que passa aqui no bairro já só tem uma meia-dúzia de maduros com canas e uns metais a fazer barulho – um destes anos será apenas um com um iPod e umas colunas. No Santo António já não há miúdos a pedir “um tostãozinho” – mas no passado Halloween andava um punhado deles mascarados a fazer um “trick or treat” à portuguesa.
Na verdade, quase tive pena dos miúdos. Sabe lá a maior parte das gentes aqui do bairro o que é o Halloween, quanto mais o que os infantes pretendiam com aquilo.
Estes tipos são castiços
Isto começa a parecer uma má-vontade minha para com a Vodafone, mas garanto não se tratar de tal. Recebi às 17:11 de hoje – 27/11/2015 – o seguinte SMS da Vodafone:

Faz-me recordar as (múltiplas) vezes em que a Vodafone me telefona para marcar uma deslocação da equipa de suporte – por causa de um problema que já estava resolvido desde o dia anterior.
Sexta-feira 13
Eu não acredito na superstição da sexta-feira 13. Faço-o com bons argumentos: o meu computador avariou-se às 23:40 de ontem, quinta-feira 12.
The fog
Nevoeiro na primeira semana de Novembro? Não me recordo de alguma vez ter chegado tão cedo aqui ao bairro. Não sei de quem terá sido a ideia – mas, caro desconhecido/a, ficam os meus agradecimentos.
…
O doutor Heraclius Gloss era um homem muito sábio. Ainda que nas livrarias da cidade nunca tivesse aparecido o mais pequeno opúsculo assinado por ele, todos os habitantes da douta cidade de Balançon olhavam o doutor Heraclius como sendo um homem muito sábio.
Como e em quê era doutor? Ninguém o poderia dizer. Sabia-se apenas que os seus concidadãos tinham chamado doutores ao seu pai e avô. Herdara-lhes o título ao mesmo tempo que o nome e os bens; na sua família era-se doutor de pai para filho, tal como de pai para filho se chamavam Heraclius Gloss.
(Guy de Maupassant, “O Doutor Heraclius Gloss”)
Ouvido por aí
“Ah, eu depois lembrei-me doutra cena mas agora já não me lembro do que era.”
Escalada social
João Sousa
João de Sousa
João de Souza
A gerência agradece
Nunca por nunca confundir Lima Duarte com Duarte Lima.